Intraempreendedorismo, uma nova profissão?

Colaboradores atuantes que propõem idéias ganham espaço em empresas.

As tradicionais demandas dos empregadores por profissionais inovadores, ousados, que quebram barreiras, saem do tradicionalismo e das regras estão mudando a cara do ambiente corporativo. De tanto martelar esses requisitos como características fundamentais na escolha dos seus quadros, as empresas acabaram por estimular comportamentos novos nos profissionais. Um deles, que já foi identificado e nomeado, é o chamado intraempreendedorismo.

O intraempreendedorismo é uma característica de competência organizacional que significa desenvolver idéias, projetos, novos negócios, diferenciais competitivos e soluções pelos próprios colaboradores das empresas. Colocá-las em prática dentro da empresa é a função do intraempreendedor. Ao contrário do empreendedor clássico, que tem suas idéias e projetos e os transforma em seu próprio negócio, o seu análogo empresarial leva idéias para a empresa em que trabalha.

De acordo com o Professor e Diretor da Escola de Administração Mauá do Centro Universitário Instituto Mauá de Tecnologia, Hazime Sato, o intraempreendedor, além de propor novas soluções, precisa conhecer o ambiente no qual trabalha. “O colaborador deve estar alinhado com a missão, visão e valores da empresa para saber se o ambiente favorece o empreendedorismo”, explica Sato. E estar de antenas ligadas como diz Sato é o primeiro passo para sugerir novas idéias. “O intraempreendedor tem uma forte necessidade pró-ativa, tem visão ampla das coisas, dissemina objetivos e tem olhar crítico para perceber deficiências e indicar soluções”, acrescenta ele.

Na visão de Renato Fonseca Andrade, assessor da diretoria técnica do Sebrae/SP, o papel do intraempreendedor é agregar valor àquilo que é proposto na empresa. “A sugestão apresentada deve ser bem definida e estudada para ser válida e gerar perspectivas”, diz ele. Além de pensar antes de falar, o colaborador deve valorizar o relacionamento interpessoal dentro da empresa, pois é daí que surge o apoio necessário para seguir com a proposta. “A pessoa vai vender a idéia e ao mesmo tempo lidar com jogos de poder na organização, é preciso ter sensibilidade nessa hora”, explica Andrade. O assessor destaca ainda que a capacidade de argumentação deve ser forte para convencer superiores. “A facilidade de expor idéias e pontos de vistas é o primeiro passo para colocar em prática a sugestão”, declara.

O bom relacionamento entre superiores e colaboradores deve ser levado em consideração, mas para viabilizar a iniciativa do intraempreendedor, a empresa precisa ser aberta a novos desafios, negócios e também a mudanças culturais, justamente para encarar a competitividade e aceitar sugestões dos intraempreendedores. Na opinião de Sato, a organização precisa trocar conhecimentos com os colaboradores.

“A empresa deve ser aberta a conversas, só assim o ambiente estará favorável para incubar idéias”, garante Sato. A depender do aspecto da organização, a quebra de resistência é difícil, mas se conseguir apoio de um superior, o sucesso pode vir mais rápido. “O patrocínio ajuda a colocar a idéia em prática e incluir com mais facilidade o assunto em reuniões. Oportunidades como esta, permitem maiores chances de acordos e negociações, mesmo com aqueles que não desejam a mudança”, acrescenta Sato.

Os desafios da empresa e do intraempreendedor

Segundo especialistas, empresas tradicionalistas, seguidoras natas de regras e padrões, fechadas a proposta e sem liberdade para os colaboradores, fazem parte dos aspectos negativos na hora da ação do intraempreendedor. Como agir diante desse cenário? De acordo com Sato, a mudança deve ser feita primeiramente na organização já que o empreendedor é pró-ativo naturalmente.

“É uma mudança de cultura que precisa ser feita, por trás disso há uma análise de mercado para ver se é favorável fazer uma transição que leve ao objetivo comum de todos”, diz Sato. Na opinião dele, apesar da força de vontade do intraempreendedor, a resistência da empresa não pode comprometer a criatividade e a visão da pessoa. “A rejeição da proposta pode causar frustração, mas não pode ser considerada resposta final para as próximas idéias que surgirem”, alerta ele. Leia mais.

O Comércio Eletrônico nos EUA pode crescer US$ 30 bi anualmente até 2012.

Pesquisas da Forrester Research e JupiterResearch apontam que, em cinco anos, vendas online podem chegar a US$ 335 bilhões.

 

As vendas online nos Estados Unidos devem crescer de 20 a 30 bilhões de dólares anualmente nos próximos cinco anos, alcançando entre 215 e 335 bilhões de dólares em 2012, revelam pesquisas da Forrester Research e JupiterResearch.

Em 2007, o comércio eletrônico não relacionado a viagens alcançou 175 bilhões de dólares, crescimento de 21% sobre 2006, segundo o levantamento “U.S. E-Commerce Forecast: 2008 to 2012,” da Forrester Research.

A consultoria previu ainda que as vendas na web alcançarão os 204 bilhões de dólares em 2008, chegando aos 334,7 bilhões de dólares em 2012.

Já a pesquisa “U.S. Online Retail Forecast, 2007-2012″, da JupiterResearch, teve perspectivas um pouco menores. As vendas online - excluindo viagens -, que foram estimadas em 128 bilhões de dólares em 2007, crescerão para 148 bilhões de dólares em 2008, chegando a 215 bilhões de dólares em 2012.

O analista da Forrester, Sucharita Mulpuru, sugere que, apesar do otimismo, os varejistas online enfrentam desafios, já que a maioria dos consumidores preferem lojas físicas e passam pouco tempo buscando itens em lojas virtuais.

A boa notícia é que 88% dos consumidores norte-americanos dizem que já compraram algo pela web. Globalmente, mais de 85% dos internautas compram online, segundo a Nielsen.

Além disso, no período de 2007 a 2012, o varejo em lojas físicas deve crescer 2,6% anualmente, enquanto as vendas online devem aumentar 14% ao ano, afirma a Forrester.

 

O levantamento ainda aponta que o comércio eletrônico também está mais distante de crises econômicas, pois quem compra online tende a ter mais dinheiro.

Para melhorar as vendas na rede, os varejistas devem dar enfoque à melhoria da experiência online. “Fornecer informações mais precisas - e com mais fotos - de produtos, aumentar a flexibilidade nos pagamentos e reduzir as taxas de frete são atitudes a favor dos consumidores”, diz Mulpuru.

Apesar das lojas individuais agregarem valor a tecnologias como compras sociais e direcionamento dinâmico, nenhuma destas ofertas terá efeito no mercado nos próximos anos. “É mais provável que estas tecnologias forneçam benefícios como melhores preços e a retenção de consumidores”, opina o analista da Jupiter, Patti Freeman Evans. Fonte: IDGNow

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